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A Maçã que Guardo na Boca

A Maçã que Guardo na Boca, livro de poemas deste filho de ‘Irapuã, de Iracema, de Tupã”, como canta a música, conterrâneo de José de Alencar sem no entanto trazer o romantismo alencariano, até por serem outros tempos , é um livro como até o próprio título nos induz a pensar, erótico mas não de um erotismo vulgar, eu diria que é mais um livro impregnado de sensualidade que de maneira nenhuma choca ao leitor, ao contrário o induz a não uma leitura vista d’olhos mas sim a uma parada refletiva em cada verso, em cada estrofe e descobrir aí uma sensualidade filosófica que nos agrada e queremos ler até o fim.

Há aqui a visão do homem maduro bem diferente daquele garoto sapeca que empinava pipas em “Na Linha do Cerol”,  são poemas eróticos sensuais em que o autor em “Manhãs de sol...mortes ligeiras no poente do mundo” e que revela alguns pecados, outros não, este Maçã  que Guardo na Boca  é um livro para leitores afeitos a destrinchar um bom texto, cavar no profundo, não ficar na superfície.

  O autor João Scortecci, nascido no Ceará, fincou raízes em são Paulo onde é editor gráfico, livreiro, militou e milita em grandes entidades ligadas ao ramo das Letras quer como presidente, conselheiro, diretor, consultor entre outras atividades e a literatura, notadamente a poesia corre em suas veias.

Escreveu livros, ganhou prêmios e agora nos brinda com este A Maçã que Guardo na Boca com poemas que, mesmo separadamente formam um todo coeso com uma sensualidade por vezes com tendências filosóficas, com poemas enxutos, modernos, bem trabalhados que muito dizem em tão pouco espaço, sendo um livro mais para estudiosos da poesia do que simples leitores apressados. Cada verso traz uma carga que muitas vezes vai se definir no seguinte.
 
Em minha modéstia e rude compreensão posso dizer que  ao concluir minuciosa leitura, fechei o livro e afirmei: - É bom!

Hilda Mendonça

12 de maio de 2014