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Publicação de livro entra na era virtual

Estadão - 15.03.2009 - Mariana Barbosa - A revolução de costumes provocada pela internet - que transformou a indústria fonográfica - está chegando ao mercado editorial e invertendo a relação de poder entre editoras e escritores. Nos Estados Unidos, enquanto o bilionário mercado de livros está estagnado, o segmento chamado de "autopublicação" ou "impressão sob demanda", visto com um certo desdém pelas editoras tradicionais, não para de crescer. Atualmente, 78% dos títulos novos são de editoras que trabalham com autopublicação, segundo a Publishers Marketing Association(...)

O modelo de autopublicação tem sido muito procurado por autores que não têm acesso a grandes editoras e também por mestres e doutores interessados em publicar suas teses. Outro grande filão é o de livros técnicos e científicos escritos por professores, médicos, advogados, engenheiros, que costumam dar aulas ou palestras. "Esses profissionais, que vendem os próprios livros em palestras, estão vendo que ganham muito mais na autopublicação do que em uma edição tradicional", explica João Scortecci, escritor e empresário que está nesse mercado de autopublicação há quase 30 anos. Com serviços de edição, gráfica e comercialização, o grupo Scortecci fatura R$ 5 milhões.

   
Editora Publica Livro e Cartilha Para Estimular Novos Escritores / Por Carla Nascimento

Folha Online - 20.04.2004

Segundo João Scortecci, 48, diretor-presidente da editora, a idéia é apresentar novos nomes ao mercado literário. O mercado de autores internacionais está cada vez mais difícil e caro e os autores nacionais com textos apurados são poucos e a maioria já tem contrato com grandes editoras, diz.
A editora pretende dar continuidade ao projeto nas próximas feiras e para a próxima Bienal do Rio, que acontece no ano que vem, a idéia é lançar uma coletânea com 100 autores e já possuir em seu catálogo escritores que tenham surgido a partir dessa iniciativa. Se a gente conseguir colocar dois ou três no mercado editorial já é uma grande vitória, diz Scortecci.
Faz parte da estratégia da editora a distribuição de uma cartilha para dar dicas aos que pretendem ingressar no mundo da literatura. Batizada de José Versino Prosa em: Minha Vida de Escritor, a cartilha tem formato de história em quadrinhos e mostra a trajetória de um autor desconhecido que sai em busca de uma editora para ver sua obra publicada.
A Bienal do Livro de São Paulo acontece no Centro de Exposições Imigrantes (km 1,5 da rodovia dos Imigrantes) e vai até o próximo dia 25, das 10h às 22h.

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Impressão para poucos / Por Antonio Carlos Santomauro

Negócios da Comunicação - Cresce o nicho de publicações impressas digitalmente, sob demanda. Qualidade e mais possibilidades de negócios são algumas das boas razões. Embora ainda não muito significativos em seus negócios, livros impressos digitalmente constituem uma área crescente e considerada nas estratégias de atuação das empresas do setor gráfico.

Gráficas dos mais diversos portes já atuam nesse mercado e, por enquanto, são solicitadas principalmente por editoras em busca de tiragens muito reduzidas - às vezes com um único exemplar - e por autores interessados em bancar pessoalmente a produção de uma publicação. Mas essa tecnologia embute outras possibilidades de obtenção de receitas; entre elas, a customização dos conteúdos dos livros.

As editoras, por exemplo, podem reduzir sensivelmente suas perdas, caso aproveitem a impressão digital para a produção de tiragens menores, sugere João Scortecci, presidente do grupo editorial Scortecci de editora, gráfica e livraria. Segundo ele, ao trabalhar com tiragens superestimadas, as editoras brasileiras desperdiçam anualmente entre 30 e 40 milhões de exemplares de livros. "A cada cinco anos, perdem metade de aproximadamente 320 milhões de exemplares produzidos por elas a cada ano", enfatiza.

   
Mercado de trabalho em editoração é bastante amplo / Por Fernanda Calgaro

G1 Globo - 08/11/2008 - Por Fernanda Calgaro - Mercado de trabalho em editoração é bastante amplo. Profissão de editor não é regulamentada no país. Não há um piso salarial nacional para a categoria. Fazer estágio em editoração é considerado meio caminho andado para o ingresso no mercado de trabalho. "É no estágio que o estudante vai ter bastante contato prático com a área. Sem essa experiência prévia, ficará muito difícil conseguir trabalho depois", avalia João Scortecci, diretor-presidente do grupo editorial Scortecci e do portal Amigos do Livro. 

Estudante de produção editorial na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Larissa de Moraes Pernambuco Agostini de Matos, 22 anos, conta que começou a fazer estágio em uma editora grande. "Não era tão bom porque tinha contato com uma pequena parte da produção editorial. Preferi ir para uma empresa menor, onde pudesse participar mais do processo e, assim, aprender bem mais."

   
MinC e entidades do setor livreiro vão criar grupo para debater direitos autorais

Portal Imprensa - 21/10/2008

Em um encontro realizado nesta terça-feira (21), o Ministério da Cultura e o setor livreiro firmaram um acordo para criar um grupo de trabalho especial para debater a questão dos direitos autorais no segmento.

Realizado na Câmara Brasileira do Livro (CBL), o encontro contou com mais de 20 representantes de 14 entidades do setor, entre eles secretário de Políticas Culturais do Ministério da Cultura Alfredo Manevy e o coordenador-geral de Direito Autoral Marcos Alves de Souza.

“Decidimos oferecer a sede da CBL para a realização de um fórum no qual os representantes do MinC pudessem apresentar para as entidades do setor suas propostas de revisão da Lei dos Direitos Autorais”, explicou a presidente da CBL, Rosely Boschini. Segundo Antônio Laskos, do Sindicato Nacional de Editores de Livros (SNEL), é “imperativo que as entidades dialoguem para levar uma proposta única ao MinC”.

O diretor da União Brasileira dos Escritores (UBE), João Scortecci, lembrou que o segmento de livros não pode cair na armadilha da área musical, que achou que a internet não ia pegar e agora enfrenta sérios problemas.

Já o presidente da Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR), Enoch Bruder, defendeu o aprofundamento e ampliação da discussão das propostas que vêm sendo apresentadas pelo Ministério da Cultura: “Toda a cadeia produtiva precisa ser envolvida - começando pelo autor”.

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Poesias, Poetas, Poemas / Por Izacyl Guimarães Ferreira

João Scortecci o seu trabalho de editor de poesia tem as marcas pessoais do esforço, do estímulo, do sucesso. Como o planejou? O que está planejando?

É verdade. Vejo no meu trabalho marcas do esforço, entusiasmo, dedicação e amor aos livros. Vejo também sorte, muita sorte! Uns chamam isso de estrela, bunda virada para a lua, algo assim. Acabei - ao longo dos anos - construindo uma fábrica de sonhos... que me transformou em um empresário tipo girafa, obrigatoriamente com os pés no chão e a cabeça no mundo da lua. É o meu EU em estado sólido. Vivo isso 24 horas por dia. No início, lá no ano de 1982, quando nasceu a Scortecci, não havia planejamento ou estratégia alguma. Nem poderia. Dizer que sim é falar uma bobagem. Entusiasmo sim! Objetivos e planos somente depois do primeiro ano, quando tinha no catálogo pouco mais de 40 títulos e desejava sobreviver.

Na cabeça coloquei um único sonho: editar, imprimir e comercializar livros em pequenas tiragens. Esse foi, é e será sempre o caminho das pedras e o segredo de sucesso da Scortecci. A minha opção de lucidez. Às vezes erro feio e devoro capim feito jumento - até sapos. Com o tempo descobre-se que o gosto não é tão ruim assim. Melhor engolir e buscar o próximo banquete. Costumo comer com farinha. Dizem - não sei se é verdade - que absorve melhor a gordura e a pobreza de espírito. A Scortecci nasceu do meu amor pelos livros. Isso me parece claro. Sem amor e dinheiro nada funciona no mundo dos justos. Cresci em uma família de leitores e no meio de uma imensa biblioteca. Monteiro Lobato, Machado de Assis, José de Alencar, Fernando Sabino, outros, eram assunto de todas as horas. Meu Pai Luiz Gonzaga adorava coleções e dicionários.

Minha mãe Nilce Scortecci as obras completas de Carlos Lacerda. Meu avô José Scortecci foi proprietário da Revista PAN, isso em 1941. Era dele a revista que teve a honra de publicar o texto de estréia "triunfo" de Clarice Lispector. Experiência mesmo de editor quase nenhuma. Aprendi bastante na Presidência do Grupo Poeco (1978-1982), embrião da editora. Deus não veio na calada da noite e me disse no pé do ouvido: Filho, vai ser editor! Isso, infelizmente, não aconteceu. Prefiro achar que tive muita sorte. A oportunidade veio veloz - risco o céu - e eu me agarrei no rabo do cometa com força e garra. Vai ver que estava escrito nas estrelas... Não tenho tantas certezas, opiniões e verdades na ponta da língua. Estou perto dos 50 anos e isso mexe com a minha razão. Passei a gostar também dos fracos, dos medrosos, dos calados, dos feios e dos covardes. Com eles aprendo sempre. Joguei fora o retrovisor dos meus próximos passos. Descobri que também sou amigo do rei.

   
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João Scortecci
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