Almanaque da Comunicação - 15.02.2008 - Nelson Cadena O que torna PAN uma revista especial é o seu conteúdo, um diferencial que o seu fundador José Scortecci vislumbrou nos idos de 1935. O imigrante italiano antecipou-se sete anos ao que seria o modelo de Seleções de “Reader’s Digest no Brasil, ao lançar um semanário que reunia artigos e reportagens publicados em jornais e revistas pelo mundo afora.
O PAN exagerava no dimensionamento dessas fontes, estampando na sua primeira página a informação “Milhares de jornais estrangeiros são consultados e traduzidos para esta revista”. A partir de 1939 dimensionou essa consulta em mais de cinco mil publicações. Era um tempo em que se superestimavam tiragens, e nesse caso o volume de fontes, para seduzir o leitor. Em todo caso o PAN era diferente de qualquer outra publicação brasileira da época. Na sua fase inicial reproduzia somente charges, artigos e reportagens de periódicos, em especial da Argentina e Itália, mas também da França, Inglaterra, Estados Unidos, Espanha e em menor escala da Rússia, Suécia, Suíça, China, Japão e Portugal, dentre outros paises. |