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Epitáfio
Já me vi - corpo morto - na tumba. Três releituras para uma única alma. Devo ter vivido outras. Desconfio. Já escolhi o epitáfio da quarta travessia. Anotem: Viver é fazer da vida um poema sem-fim. Feito isso segue lista de vontades: sapato sem cadarço, dois ou três radinhos de pilha, bandeira que canta e vibra e tábua para levar flechadas de tiro ao Álvaro (Adoniran Barbosa). Minha irmã “Candura” providenciará o canto derradeiro: último da ordem temporal. Poetas cuspirão aloegos. Hora do perdão, das preces, das manias, dos trejeitos e dos segredos do espírito. Alma liberta! Optei pelo fogaréu. Algo “transpira” que vou queimar fácil. Não quero esperar pela autólise do corpo. No prólogo do último poema sem-fim escrevam: intenso e exagerado!  

Respeito é bom e eu gosto!