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Biografia |
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João Scortecci nasceu em Fortaleza, CE, em 1956. Veio para São Paulo em 1972, onde reside até hoje.
É Escritor, editor, gráfico e livreiro. Diretor Presidente do Grupo Editorial Scortecci que em agosto de 2012 completou 30 anos.
Foi Conselheiro de Humanidades, da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC) , Lei Rouanet, do Ministério da Cultura, de 1997 até 2006.
Foi diretor da União Brasileira de Escritores, em três gestões. Foi Diretor Adjunto e Vice Presidente Administrativo e Financeiro da Câmara Brasileira do Livro, em três gestões.
É membro do GEDIGI e do GE-EDITORIAL da Abigraf / SP e membro diretivo da ABTG - Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica.
Editor do Portal Amigos do Livro e docente da Escola do Escritor onde ministra cursos e palestras sobre a Arte de Escrever, Impressão Digital, Marketing Editorial, Mercado Editorial Brasileiro e Questões Práticas do Direito Autoral.
É coautor do livro Guia do Profissional do Livro - Informações importantes para quem quer escrever e publicar um livro, obra na 15ª Edição.
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João Scortecci homenageado no Flipoços 2012 |
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O editor João Scortecci, Diretor-Presidente do Grupo Editorial Scortecci recebeu no último dia 28 de abril, na cidade de Poços de Caldas, Minas Gerais, homenagem no Flipoços 2012, pelos 30 anos da Scortecci Editora.
A feira que teve para o público um dos temas mais interessantes da nossa cultura: “90 Anos da Semana de Arte Moderna” também homenageou Antonio Candido (patrono) e Jurandir Ferreira (Escritor Sulfuroso). Foto: João Scortecci e Gisele Correa, organizadora e promotora do evento.
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Na Linha do Cerol / Geraldo Pinto Rodrigues |
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João Scortecci já tinha experiência do fazer poético. Publicou, anteriormente, entre outros livros de versos, recebidos com boa orientação, A Morte e o Corpo, O Eu de Mim, Luanda. Mas é inegável que este volume recém-editado é, até agora, a sua melhor proposta.
Reportando-se à infância em Fortaleza, faz de seu papagaio sua arraia nordestina, um mensageiro dos sentimentos de menino que enredaram a sua vida. Bastava a linha da pipa ganhar peso de barriga / ou vento forte / que o corte era certo e rápido / sem mercúrio cromo. Se o corte da linha com cerol cortou seus vínculos com o Ceará, não decepou, porém, nem suprimiu sua ternura, seu brincar, lobinho da matilha amarela, ou escoteiro da patrulha Leão. No escoar do tempo, reminiscências só, puras, cristalinas, emblemáticas. Geraldo Pinto Rodrigues
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Na Linha do Cerol: Reminiscências Poéticas / Fernando Py
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Tribuna de Petrópolis - 18.04.2008
João scortecci faz uma poesia arriscada. Não são comuns os livros de recordações pessoais em verso, mas, neste caso, o autor soube realizar-se como poeta sem apelar para o excesso de subjetivismo, sendo basicamente racional, nem para o sentimental inútil.
O conjunto mostra que o poeta recria a infância com propriedade, selecionando momentos da meninice na terra natal (Fortaleza); o coloquial é enxuto e o texto, quase sempre no indicativo presente, confere uma dimensão apropriada ao que é descrito. É uma leitura que vale a pena.
Fernando Py
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Relógio de Sol / Carlos Burlamáqui Kopke |
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João Scortecci universaliza os temas que o motivaram. Mostra-se, através da intuição poética, um esquadrinhador de fatos, de onde, desentranhando vida, faz confluir, para poemas de bons achados cinético-expressivos, aparências transvertidas e comutadas e, sobretudo, os mananciais psíquicos de que, verdadeiramente, o vemos dotado.
João Scortecci sabe mostrar a unidade mítica das coisas, a problematicidade e o mistério que as envolvem, o que o torna um poeta reflexivo no conteúdo. É, sem dúvida alguma, uma personalidade interiorizada, alguém que pode transformar a realidade e seus desvarios em atos poéticos. Carlos Burlamáqui Kopke |
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Na Linha do Cerol / Hugo Pontes |
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O livro traz por tema as reminiscências do autor. O ambiente é a cidade de Fortaleza, no Ceará, e o tempo é o da sua infância, aos oito anos. A publicação, segundo o autor, marca os vinte e cinco anos de exílio voluntário e necessário na distância do nascer, morar, crescer entre o Ceará e São Paulo.
Os poemas trazem o sentimento da saudade e o resgate de um tempo bom, pelo qual todos nós passamos. Ler Na Linha do Cerol é visualizar, nos versos, a história de cada um de nós, da nossa terra, juntos daqueles que nos são (eram) caros e da paisagem inesquecível da nossa infância, quando tudo era superdimensionado, o mundo era mais franco e a existência mais feliz. Hugo Pontes |
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Na Linha do Cerol / Leontino Filho |
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Parabéns pela beleza poética de Na Linha do Cerol. Seus versos carregam a gravidez da terra e da gente em cada passagem lida. A infância prenhe de alegria e de fascínios nos remete ao infinito universo da ternura e da solidariedade. Você é terno, saudosista, sensível e altamente poético sem ser piegas.
Aventurar-se nos meandros da memória é um risco, pois, das pequeninas lembranças que amontoamos em nossa mente, poucas são (d)escritas com a verdadeira face das vivências. Em seu livro, percorremos o perigo da travessia que sinaliza para uma vida mais harmônica e fraterna.
O vidro amassado/colado à linha — voa livre como os nossos sonhos. Todo vôo é risco, todo ar é risco... toda linha é caminho, todo cerol nos acompanha como espinhos de uma aventura que tentamos vencer.
Leontino Filho |
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