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ADEUS CHEFE / Antonio Mourão Cavalcante

Há pessoas que nos marcam por momentos. O médico que nos aparou, ao nascer. O padre que nos batizou. Os padrinhos de crisma e casamento. Enfim, pessoas que passam em nossas vidas e deixam um registro. Entram na biografia da gente...

Mas, há aqueles que são indeléveis. Ficam grudados em nossa história pessoal e nunca mais deixam de ser nossos companheiros de viagem. São geralmente pessoas ligadas à infância e à adolescência. Ficam porque viveram intensas emoções, situações especiais e comuns com grandiosidade e solidariedade. Aqueles que jamais iremos esquecer.

Meus amigos, essa semana eu perdi um grande guia, o Dr. Luiz Gonzaga do Carmo Paula. Cearense como a gente, que depois de adulto e vitorioso na profissão, resolveu nos deixar e ir morar nas terras da esposa, D. Nilce Scortecci, em São Paulo. Dizia que precisava mostrar à família o outro lado, a parte ítalo-paulista. Por lá eles cresceram e hoje são prósperos profissionais, plenamente realizados.

   
De Gutenberg a Scortecci / José Antonio Riani

Prof. Tedi, filósofo renomado nos meios educacionais, e Dr. Inair, despreocupado escritor, discorriam, ao pé da escadaria de uma das principais bibliotecas da cidade, sobre uma temática muito própria para o local onde se encontravam, pois falavam do período de Johannes Gutenberg a João Scortecci.

Dizia o prof. Tedi:

- Efetivamente, a imprensa data do dia em que Gutenberg inventou os caracteres móveis, que são tipos isolados de letras, as quais, utilizadas umas ao lado de outras, imprimiam as palavras, isso lá pelos idos meados do século XV.

- Certo, professor - concorda Dr. Inair. - Mas contemporaneamente temos outro João que robusteceu e deu alma aos meandros de uma editora, contudo mais adiante pretendo retomar o João atual, porque entre os dois gostaria de destacar que existiu outro João, lá em Parma, Itália, cujo nome por inteiro é Giovanni Battista Bodoni, que, a seu tempo, foi insuperável nas artes gráficas.

Era uma serena tarde de outono do ano de 1997, e a conversação deslizava tão suavemente que os amigos resolveram sentar-se em um banco do ajardinado ao redor da biblioteca, a fim de continuarem a prosa.

   
Elisabete Moraes da Cunha

Quarta-feira, 10 de março de 2004

Boa Noite! Meu caro e querido Poeta João. Perguntaste-me se foi meu professor; eu o respondo: -Foi, e na hora em que eu estava desistindo do meu grande sonho de continuar escrevendo meus poemas e meus contos. - Sempre desde dos meus nove anos sempre amei escrever, mas o tempo passou, eu cresci me tornei mulher, mãe, esposa; meus sonhos de menina ficaram só na lembrança, de uma menina sonhadora.

O tempo novamente, foi passando, mas nunca deixei de escrever em segredo. Até que um dia na escola de meus filhos encontrei na biblioteca um livro, o qual estava rasgado e sem capa, havia poucas páginas, mas as que eu li foram o suficiente para que eu me enchesse de coragem, e corresse atrás de um sonho antigo. O poema o qual eu li havia palavras de conforto, coragem e dedicação, no final o nome do autor, João Scortecci; deste dia em diante comecei a tentar encontrar livros do tal escritor, mas nada consegui.

Então, decidi, me associar na casa do poeta da minha cidade, a CAPOCAM, mas também não encontrei os livros que queria.  Não fiquei mais no anonimato, voltei a estudar, pois meu estudo era pouco. Até que um dia uma emissora de t.v. aqui da nossa região abriu um concurso sobre historias de natal, lembrei do poema que eu havia lido na escola, tomei coragem e participei, achei que não seria selecionada; mas me enganei tirei o primeiro lugar.

Na época, estava valendo um t.v 29 polegadas. A t.v está hoje no meu quarto, isto ocorreu no natal retrasado. Se tomei coragem, se fui à luta, se aprendi que nunca é tarde para recomeçar foi porque de alguma forma você me ensinou. Eu não desisti de procurá-lo, continuei insistindo. liguei para várias editoras, até que em julho do ano passado eu resolvi mudar minha maneira de procurá-lo; comecei a ligar para as editoras e dizer que gostaria de publicar um livro, e de telefonema em telefonema, no final de julho descobri a Scortecci Editora, juntei uma coisa com a outra, e te achei.

   
Homenagem da Câmara Nacional de São Paulo

Cumpre-me encaminhar a Vossa Senhoria cópia autêntica do Requerimento P-509/87, de iniciativa do Vereador Eder Jofre e outros. Na oportunidade, apresento a Vossa Senhoria o protestos de minha distinta consideração.

Antonio Sampaio
Presidente

REQUERIMENTO P - 509/87

VOTO DE CONGRATULAÇÕES COM A EDITORA SCORTECCI QUE COMEMOROU NO DIA 15 DE AGOSTO SEU QUINTO ANIVERSÁRIO DE EXISTÊNCIA, COM 400 TÍTULOS PUBLICADOS, FORTALECENDO E ACREDITANDO NA POESIA. - Requeremos à Douta Mesa, ouvido o Egrégio Plenário, com fundamento e na forma regimental, seja inserido nos Anais desta Editalidade voto de congratulações com a Editora Scortecci que comemora seu 5º aniversário. Requeremos, outrossim, que do deliberado por esta Edilidade se dê ciência a Editora Scortecci, na Rua Teodoro Sampaio, 1704, Galeria Pinheiros, CEP 05406, São Paulo. Sala das Sessões, 18 de agosto de 1987. (aa) Irede Cardoso, Arnaldo Madeira, Walter Feldman, Aurelino Andrade, Claudio Barroso Gomes, Antonio Carlos Fernandes, Almir Guimarães, Luiz Tenório de Lima, João Carlos Alves, Altino Lima, Eder Jofre, Avanir Duran Galhardo, Jamil Uchôa e Andrade Figueira. APROVADO em 18/8/87. (a) Brasil Vita.

São Paulo, 26 de agosto de 1987

Homenagem do Conselho de Cultura do CE

Ilmo. Sr.
João Scortecci
Assunto: Comunicação

Senhor Escritor,

Tenho a satisfação de comunicar que o Plenário do Conselho Estadual de Cultura, com unânime interesse, aprovou proposta de regozijo pelo lançamento dos livros de sua autoria, intitulados A Morte e o Corpo, O Eu de Mim e Água e Sal. A propositura, de iniciativa do ilustre Conselheiro Arthur Eduardo Benevides, foi acompanhada de formulações de lisonjeiros conceitos sobre a expressão da obra literária, considerando-a das mais significativas.

Ao fazer-lhe esta comunicação, desejo testemunhar o júbilo dos membros do Conselho de Cultura e apresentar a V. Sa. meus protestos de estima e apreço.

Atenciosamente,

José Blanchard Girão Ribeiro
Presidente do Conselho Estadual de Cultura em Exercício
Fortaleza, 6 de dezembro de 1989. 

UM CEARENSE VITORIOSO / Homenagem de Antonio Paiva Rodrigues

Jornal O Povo
Seção Jornal do Leitor
Fortaleza-CE, Domingo, 27 de junho de 2004

Procure dar o mais que puder... Uma boa palavra... Um sorriso... Um gesto de incentivo... Um pensamento generoso... E você há de sentir em seu coração a grande verdade: é muito melhor dar que receber! Ainda não percebeu isto? Experimente, então! Ajude alguém, desinteressadamente, e observe como lhe virá bater à porta, com as mãos cheias de alegria, a maior felicidade que você possa conhecer em sua vida: A FELICIDADE DE DAR!

(Carlos Torres Pastorino).

Frei Betto em suas conotações usava vez por outra, o termo alteridade. Você na sua angelitude seria capaz de discernir, e expor aos leitores, o significado dessa palavra? Pois não, é ser capaz de aprender o outro, na plenitude da sua dignidade, dos seus direitos e, sobretudo, da sua diferença. Quanto menos alteridade existe nas relações pessoais e sociais, mais conflitos ocorrem. A tendência natural do ser humano é colonizar seu semelhante, ou partir do principio de que eu sei e ensino para ele. Ele não sabe. Eu sei melhor e sei mais do que ele. Toda a estrutura do ensino no Brasil, criticada pelo professor Paulo Freire, é fundada nessa concepção. O professor ensina e o aluno aprende. Em muitas ocasiões o próprio orbe em que vivemos, se transforma de um momento para o outro, num professor.

Citamos estas palavras, visto que, certas pessoas calejadas de tanto sofrer, não se dão ao luxo de auto se ajudarem, e vão levando desvantagem em tudo. Surgem então os críticos, os alienados, os verdadeiros destruidores de prazer e enchem de minhocas os cérebros dos menos combativos e afirmam: Deixem que o mundo ensina. É ou não uma ignomínia? Ser persistente, compreensivo, batalhador, enxergar longe e ter os pés no chão, é uma dádiva dada por Deus aos homens que batalham na vida para conseguir um lugar ao sol.  O sol benfazejo e não aquele causticante que só consegue dissecar nossas idéias e aumentar o sofrimento de muitas pessoas que precisam dele, mas em quantidade suficiente para sobrevivência.

   
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João Scortecci
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