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Jovem escritor: quer publicar um livro?

Universia - 23/07/2008
Conheça dicas valiosas de quem escreve e de quem publica

"O diretor-presidente do grupo editorial Scortecci, João Scortecci, explica como é o processo de avaliação para publicar um livro de maneira individual e custeada, conforme fez o jovem escritor Avelar. "Primeiro fazemos uma entrevista com o autor para analisar se ele tem potencial para vender muito ou pouco, posteriormente é analisado o tamanho da família e da empresa onde trabalha, se conhece bastante gente, se tem convívio social, cidade onde mora e se tem vida escolar. Todas estas características podem determinar se a venda será grande", afirma Scortecci. Toda essa avaliação é observada em números. Ele já estimou aproximadamente 275 pessoas em cada lançamento de livro. "Já foi notado que essa quantidade é fundamental para garantir a satisfação e venda do material. Muitos publicam apenas pelo sonho, é preciso ter uma análise para não virar tudo um pesadelo", adverte Scortecci."

João Scortecci aconselha os jovens escritores a participarem de atividades que permitam contato com outros profissionais da área. "Oficinas literárias, bate-papo com outros escritores, cursos, palestras, bienais de livros e concursos são recomendações para quem deseja ganhar experiência". Apesar de não ser fácil adquirir experiência, ele recomenda a participação."

O editor chefe, da editora Tmaisoito, Tomaz Adour, divide a mesma opinião de João Scortecci quanto aos concursos literários. "Mesmo que seja um concurso menor de uma cidade pequena é bom começar a se interessar por isso. Desta forma, o escritor vai se aprimorar e o texto terá mais qualidade", declara.

Na visão de Nalini, o único fator que pode desestimular o leitor é tentar ganhar dinheiro no mercado editorial. "O Brasil é um país periférico e de pouca cultura. Tem um grande número de analfabetos. Se o escritor deseja sobreviver dos seus escritos vai morrer de fome. O mercado é melhor para quem edita, não para quem escreve", explica. João Scortecci segue com a mesma concepção de mercado de Nalini. "Ganhar dinheiro é difícil, não é o lugar mais adequado para quem busca renda. Isso vale para todo o mercado cultural brasileiro", acrescenta.